Polifenois nas frutas vermelhas: potentes antioxidantes para a saúde humana

Por Daniel Magnoni *

Os polifenois são compostos orgânicos caracterizados pela presença de múltiplas unidades estruturais de fenol em sua conformação química, que podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal. Nas plantas, os polifenois exercem funções de fotoproteção, defesa contra microrganismos e, ainda, conferem pigmentação a alguns alimentos. No organismo humano, apesar destes compostos não contribuírem diretamente nos processos bioquímicos básicos, exercem papel importante na refinação de funções celulares, principalmente no combate ao estresse oxidativo.
O estresse oxidativo ocorre em situações de desequilíbrio entre a geração de radicais livres e as defesas antioxidantes, ocasionando danos moleculares importantes, como alterações no DNA, proteínas, carboidratos e lipídeos. Nesse sentido, substâncias antioxidantes como os polifenois são importantes na neutralização destes radicais, inibindo lesões celulares e consequentemente, futuros desfechos negativos à saúde.
Dentre as fontes de polifenois na nossa dieta, que incluem alimentos como cacau, vinho, café e vários tipos de chá, podemos citar principalmente as frutas vermelhas. Recentemente, suas propriedades antioxidantes vêm ganhando destaque pela comunidade cientifica em diversos estudos, devido à alta concentração de polifenois presentes nestas frutas.
Em especial, a classe principal de polifenois encontrada nas frutas vermelhas é a de antocianinas, responsáveis pela pigmentação vermelha, roxa e azul destes alimentos. Além de conferir coloração, as antocianinas, assim como outros polifenois, têm sido associadas a importantes benefícios a saúde.
Vários estudos têm demonstrado que compostos fenólicos possuem uma vasta gama de propriedades protetoras ao organismo, como efeitos anticancerígenos, antiplaquetários e anti-inflamatórios. Nesse sentido, o consumo regular de frutas vermelhas tem sido proposto como um importante fator de prevenção de diversas doenças crônicas correlacionadas ao estresse oxidativo, como o câncer, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.
Entretanto, o conteúdo de polifenois presentes tanto nas frutas vermelhas como em outros alimentos, ainda não é bem descrito na literatura. Além disso, a biodisponibilidade destas substâncias pode variar de acordo com a espécie de fruta e pode ser influenciada pelo tipo de processamento e tempo de armazenamento. Condições de cultivo e fatores como as características químicas do solo também são capazes de influenciar o conteúdo de polifenois no alimento, tornando-se essencial uma análise mais profunda a respeito de sua origem e condições de produção. Nesse aspecto, os fertilizantes contribuem não somente para o aumento da quantidade de alimentos, mas também pela qualidade da alimentação.

É importante destacar que apesar de seus benefícios, nenhum alimento por si só representa benefícios significativos à saúde. A inclusão de frutas vermelhas na dieta contribui com um melhor aporte de compostos bioativos, como os polifenois, mas estes somente podem exercer alguma relevância na prevenção de doenças se combinados a bons hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis.

Nutrientes para a Vida

A Nutrientes Para Vida (NPV) é uma iniciativa que tem por missão inovadora para informar a população sobre a importância dos nutrientes para as plantas e para os seres humanos. Sua atuação está baseada em informações científicas, de forma a explicar o papel essencial dos fertilizantes na segurança alimentar, tanto na quantidade como na qualidade do alimento produzido. O uso do fertilizante está alicerçado nos aspectos sociais, econômicos e ambientais.

• Daniel Magnoni, consultor da iniciativa Nutrientes para a Vida (NPV), diretor de Serviço de Nutrologia e Nutrição Clínica do Hospital do Coração – Hcor, Mestre em cardiologia pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; especializado ainda em Clínica Médica, Nutrologia e Nutrição Parenteral e Enteral pela Associação Médica Brasileira – AMB / Conselho Federal de Medicina – CFM

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Referências
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